Passei anos construindo minha carreira. Agora, em Harvard, isso virou até apelido: Evandro, The Builder.
Gostei porque, no fundo, ele resume bem a fase que estou vivendo. Durante boa parte da minha trajetória, construí minha carreira como executivo. Hoje, estou construindo empresas, desenvolvendo negócios e buscando elevar a performance das companhias em que invisto.
Estar no OPM também faz parte desse processo.
Somos 141 participantes no OPM 69, representando 65 países. Só essa diversidade já muda completamente a experiência. Em cada aula e em cada conversa, você entra em contato com mercados, culturas, desafios e formas de pensar muito diferentes.
A rotina é intensa e exige bastante disciplina. Não basta acompanhar o conteúdo em sala. É preciso ler antes, reler depois, revisar os materiais, organizar as anotações e encontrar tempo para realmente absorver tudo o que foi discutido. O volume é grande e, sem organização, é fácil ficar para trás.
Outra parte muito rica do programa são os Living Groups. Cada participante faz parte de um grupo com sete pessoas que passam três semanas em uma convivência muito próxima. Café da manhã, almoço, jantar, estudos e discussões fazem parte da rotina. Nesse período, temos apenas o domingo de folga.
Na prática, isso faz com que o aprendizado continue muito além da sala de aula. Você aprende com os professores e com os casos, claro, mas também com as experiências de quem está sentado ao seu lado, com as conversas no almoço e até com as diferenças de visão sobre problemas que, muitas vezes, parecem parecidos.
Ainda estou no começo dessa experiência, mas uma coisa já ficou clara: construir melhor também exige voltar a estudar, revisar certezas e se colocar novamente na posição de quem tem muito a aprender.
Publicado por Evandro Caitano.

